31 Julho 2007

Novas contratações

Como se pode verificar, temos mais duas audazes novas contratações; a Silvia e o Sérgio Gomes.

A qualquer hora pode surgir um comentário.

Obrigado desde já pela adesão!

Ainda sobre as praias

No ano passado aconteceu aqui uma troca de opiniões sobre as praias do concelho. Como gostam muito de dizer que eu só ando a dizer mal, e a criticar, que tal perguntarem a frequentadores da praia da estrela sobre a referida.

O primeiro deputado municipal do Partido Socialista.
A sempre presente deputada Social Democrata que "foi assim".
Os pais do Vereador Humberto Marques.
Pessoas do concelho em geral.

E até estrangeiros.

Construções na Areia

No ano 2000, publicava o Oeste online, pela pena do Pedro Antunes o seguinte: As praia da Areia Branca (Lourinhã) e o Baleal são as únicas da região a receber a edição deste ano das “Construções da Areia”, uma iniciativa com 48 anos do Diário de Notícias. Actualmente a praia da Foz do Arelho já se encontra na rota das Construções na Areia.

Quer em 2006, quer em 2007, Óbidos sempre assobiou para o lado e, apesar de ser uma das 7 maravilhas, uma campeã no turismo de massas e outros, nunca se interessou por esta iniciativa já com 55 anos de vida.

É, de acordo com alguns leitores, uma outra forma de se obter um crescimento sustentado, e obviamente um grande apreço pela cultura!

30 Julho 2007

Piadas

Quando alguém invoca o que quer que se seja como desculpa para a destruição em massa da nossa costa, procurando salvaguardar o actual executivo!

SIM! É UMA IMENSA PIADA!

Triste piada, no entanto.

Quantos PIN's foram aprovados e desenvolvidos?

Já agora. O dono de Óbidos, aquele que detém todas as ameias das muralhas, o Bom Sucesso.... que depois de estar tudo construído, será que vai ter a volumetria que alguns pensam? Se calhar não vimos o mesmo projecto...

Só a primeira licença do Bom Sucesso rendeu MEIO MILHÂO DE CONTOS à CMO! Só a primeira! OK?!?

Sustentável é pensar nas 12.500 almas que vivem no concelho, e não nos 500 que virão jogar golf! Sabem lá o que é crescimento sustentável! Tenham dó! Já agora. O meu amigo é dos que vai fazer as camas, vai cortar a relva, ou limpar a m.... dos outros? É que já sinto o seu crescimento sutentado!

29 Julho 2007

Advinha


O que é que falta nesta imagem?
Ganha quem pensou na bonita, útil, interessante, estratégica, sustentável, enquadrada, fundamental continuação das paredes de cimento e casas até onde for possível.
Pobres dos tolinhos que pensam que o ordenamento do território se faz de modo ordenado, organizado, enquadrado na região e estratégicamente sustentável!
A malta precisa é de IMI e IMT para poder ter 300 funcionários camarários!

Bem vindos a .....


Quarteira? .............................Errado!
Armação de Pera? ................Errado!
Monte Gordo? .......................Errado!
Albufeira? ..............................Errado!
Onde então?
Óbidos! Praia da Estrela, freguesia da Amoreira, concelho de Óbidos, uma das 7 maravilhas!
A foto foi tirada junto à beira mar e estava maré vazia.
Mas não vale a pena ficar incomodado. Está a 40% do volume de construção final e deve ser mais um dos fantásticos PIN's do Oeste (PIN= Projecto de Interesse Nacional). O que nos safa é o apoio de praia!

Outra Maravilha


Um "apoio" de praia! Com direito a matraquilhos e tudo!


De tão semelhantes com aqueles aqui colocados há pouco, sobre a barragem do Azibo que nos sentimos logo no concelho com uma das 7 maravilhas, claramente orientado para o Turismo de Qualidade, estrategicamente gerido para a captação de PIN´s, com uma costa invejável, altamente qualificada e qualificável!
Reparam em cima aquelas obras de arte, vulgo blocos de apartamente completamente característicos do Oeste? Dizem as más línguas que um dia vão chegar até à praia!
Para os mais distraídos informo que isto fica no concelho de Óbidos.

Serviço público



Leitores amigos

Esta é a imagem dos Nadadores Salvadores para a época de 2007.

Se estiverem com alguma aflição numa praia devem procurar as cores amarelas e laranja, e já não as camisas brancas e os calções encarnados.

Aproveito para vos apresentar o Nadador Salvador da Praia da Estrela. Em conversa tida ontem informou-nos que este ano já contam com um trágico acontecimento, a 10 de Junho. Um irlandês depois de um repasto muito regado foi até à beira mar, e com àgua apenas pelos joelhos, teve uma congestão. Apesar dos esforços dos Nadadores Salvadores e do INEM, a tragédia sobrepôs-se.

Fica o aviso: Todos os cuidados são poucos. O Mar pode mais que qualquer homem.

Uma maravilha


A imagem projectada por uma criança daquilo podía ser o seu castelo de Óbidos. Naturalmente que foi uma das suas maravilhas deste verão!

Sondagens e opiniões

Coloquei mais duas sondagens.

Queiram ter a fineza de nos dar a vossa opinião.

28 Julho 2007

Momentos raros

Finalmente abriu o restaurante em cima da Lagoa!
Não faço a mais pequena ideia se todas as trapalhadas que este restaurante originou se resolveram ou não, nem sequer se a ASAE esteve alguma vez presente. Mais, hoje não me importo minimamente com o assunto.


A todos os leitores deste espaço, à vossa saúde!

25 Julho 2007

Esta já é antiga

Este assunto já foi colocado aqui num comentário, mas, e por falta de oportunidade nunca passou para post. O assunto estava relacionado com uma notícia do jornal Público sobre os recursos humanos da Câmara Municipal de Lisboa.

Por motivos profissionais estive em Baião e no Peso da Régua, nas margens do Douro.

No concelho de Baião vivem cerca de 22.000 habitantes ( qualquer coisa como o dobro de Óbidos). O Município emprega 275 pessoas. Ou seja por cada 1.000 habitantes 12,5 são funcionários, ou trabalham para o Município.

No concelho do peso da Régua vivem cerca de 18.840 habitantes. O Município emprega 220 pessoas. Ou seja por cada 1.000 habitantes 11,67 são funcionários, ou trabalham para o Município.

A informação que tenho de Óbidos é que o seu número de funcionários anda entre os 200 e os 300. Acho que o próprio município também não tem uma ideia muito concreta. (Aliás espero desde Agosto de 2005 que me respondam a esta pergunta!).

Admitindo que a população do concelho de Óbidos anda pelos 12.000 habitantes, temos que por cada 1.000 habitantes, e de acordo com os números acima referidos, Óbidos tem entre 16,7 e 25 pessoas a trabalhar para o Município.

Já agora o concelho das Caldas emprega cerca de 400 pessoas e tem cerca de 50.000 habitantes, ou seja por cada 1.000 habitantes apenas 8 são funcionários do Município.

São assuntos que merecem a nossa reflexão.

De comentário a post

Mais uma vez um comentário de Abidos

Acho importante chamar a atenção para uma medida tomada pela CMO, que passou ao lado comunicação social local, desta vez os jornalistas não foram convidados para a fotografia da praxe!!!

A Oficina do Barro foi criada pelo anterior executivo camarario, com objectico de promover o artesanato local, dando a oportunidade a algumas Obidenses de fabricarem, e venderem os produtos feitos na oficina, directamente aos visitantes de Óbidos, para isso assinou-se um protocolo entre a CMO, e as artesãs. A localização no Solar de Santa Maria era a indicada, os fornos à vista dos visitantes eram a prova de que aqueles produtos eram fabricados no proprio local.

Quando a empresa municipal abriu a sua loja de artesanato, mais conhecida por 'Gift Shop', o discurso oficial da CMO era de que esta infra-estrutura iria servir para subir a qualidade dos produtos à venda em Óbidos, e apoiar o artesanato local, colocando produtos feitos na região de Óbidos à venda na loja!

Pouco tempo depois foram informadas as artesãs da Oficina de Barro, que teriam que mudar de localização, já que o rés-de-chão do Solar da Praça de Santa Maria iria ser ocupado por uma escola de hotelaria. Tinham duas opções ou iam para as traseiras da actual 'Casa de Santiago' antiga 'creche', onde ficariam os fornos, ou iriam ocupar o antigo posto de turismo, mas teriam que partilhar o espaço com as bordadeiras de Óbidos, o que fazia com que não ficasse disponivel espaço para os fornos, devido ao reduzido espaço. A escolha recaiu pelo antigo posto de turismo, tendo os fornos ficado na Casa de Santiago, passando a ser normal observar as oleiras passearem pela Rua Direita transportando as 'verguinhas' para os fornos. Para quem não sabe, cada peça necessita de ir ao forno por 3 vezes, para ficar em condições.

O facto de os fornos já não estarem situados na Oficina fez com que as oleiras tivessem que explicar vezes sem conta aos turistas que as peças eram feitas por elas, mesmo assim muitos não ficaram convencidos, a ausência do 'cheiro' das cozeduras fazia com que duvidassem. Mas a história não acaba aqui, logo após ter sido uma das oleiras a responsavel pela criação de uma peça que representou Óbidos no concurso das 7 maravilhas, mais uma alteração unilateral ao protocolo, ainda em vigor, foi feita. As oleiras foram informadas de que a sala da Casa de Santiago onde os fornos estão colocados, vai ter outra utlilização(sala de computadores), e que elas terão alguns dias para retirarem os seus pertences, não dando nenhuma alternativa para uma nova sala para colocar os fornos. Sendo assim as oleiras foram obrigadas a levar os fornos para as suas casas(Pegada, A-dos-Negros,...), relembro aqui que as peças necessitam de ir ao forno por três vezes para ficarem prontas !!!

Aqui está um exemplo do apoio que este executivo dá ao artesanato local, apoiando os Obidenses. Pergunto se quando a Oficina do Barro saiu do Solar de Santa Maria, as oleiras tivessem optado por ficarem na Casa de Santiago, para onde iriam agora? Tenho a sensação que esta saga das oleiras não vai terminar com este episodio!!! Quando se fala em escolas, ou em cursos profissionais, é importante para quem estiver interessado, que este é o tratamento que lhes será dado após terem o diploma, pelas mesmas entidades que promovem os proprios cursos, é que normalmente existem subsidios directos, ou incentivos fiscais, ou ainda subsidios indirectos para com as organizações publicas ou privadas que promovem a formação profissional, mas as vantagem acabam ai. A manutenção da Oficina do Barro não traz nenhuma vantagem directa à CMO, apesar de marcar a diferença num mercado que se diz infestado por Galos de Barcelos, Loiça das Caldas, Azulejos de Sintra, Olaria Alentejana, etc..

O aspecto esterlizado e estilizado da Gift Shop, não se enquadra com uma Oficina de Barro, ou qualquer outro atelier, a preferência deste executivo é normalizar o comercio, transformando Óbidos num centro comercial com espaços comerciais identicos em tudo, com o que encontramos em qualquer centro comercial, em qualquer parte do mundo.

Quando eu me queixo da sensação, que os moradores da vila têm, que estão a ser empurrados para fora de Óbidos, aqui está um exemplo de que não somos os unicos, quando o presidente diz que o comercio de Óbidos terá que se adaptar as grandes multidões que nos visitam nos eventos, não deveria estar a dizer que o turismo é que se deveria adaptar às condições naturais que Óbidos têm para oferecer? Em vez de termos lojas, bares, restaurantes, e hoteis, exatamente iguais aos que existem em todo o lado,não deveriamos apostar na DIFERENÇA para atrair os turistas?

Contibuito por mail


Boa tarde, Francisco!!

Aqui vão as fotos que fiz hoje (a qualidade é de telemóvel)!

Mas aprecie!
Foto 1: Repare como ao "pináculo" do Talefe foi dada uma utilidade bem diferente: servir de escora ao corpo do mesmo!

Foto 2: Não me parece que o novo "elemento", empoleirado no depósito da água, possa ter outra utilidade que não a substituição do Marco Geodésico original, que segundo parece e pelas palavras do Sr. Maximino, será de uma datação bem anterior à que pensei!

Cumprimentos

Coisas...

Uma delegação da Juventude Socialista de Peniche esteve, de 14 a 16 de Julho, em visita oficial ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, a convite da eurodeputada Edite Estrela, chefe da delegação dos Socialistas Portugueses no Parlamento Europeu.
A visita teve como finalidade o melhor conhecimento das instituições europeias e de matérias de regulação europeia que mais afectam a comunidade concelhia, designadamente, a Política Agrícola Comum, a Política Comum de Pescas e o impulso às Novas Energias.
A delegação foi composta por Tiago Gonçalves, coordenador concelhio da JS de Peniche, Miguel Paiva, secretário concelhio adjunto do coordenador, Hernani Patrão, comissário político federativo da JS de Leiria, militante na concelhia de Peniche da JS, e a convite da estrutura concelhia da JS, Jorge Gonçalves, vereador da Câmara Municipal de Peniche.

Fonte: Oesteonline

Porque é que não fizeram aqui como em Óbidos? Os de cá levaram todos os presidentes das Juntas, os vereadores da côr, o chefe de gabinete e até jornalistas para dar a devida cobertura do bonita figura que fizeram. Ah, e mais o senhor deputado do Bombarral. Esta gente de Peniche não percebe nada de política!

24 Julho 2007

Precisamos de ajuda

Recebi por mail o seguinte:

Em tempos (...)i9ntervi a respeito da alteração da localização do Marco Geodésico que estava colocado na Usseira, junto ao "Campo de Futebol" por necessidade de alargamento da estrada. Ora, sendo um Marco Geodésico de Segunda Categoria e após as devidas autorizações eu, embora a contragosto, concordo que possa ser movido. Movido, repito! Acontece que foi derrubado!! e em sua substituição foi colocado, em cima de um dos depósitos da água, uma coisa que, a olho nú, me parece uma manilha, pintada de branco e com uma risca preta!!!!!!!!!!!!

Questão:Eu sou pouco entendida em relação a estas marcações geográficas mas, não me parece que esta solução seja, como posso dizer... adequada! Nem mesmo sei qual a datação do antigo Talefe, mas poderá ter sido colocado aquando do Registo do Cadastro Predial em Óbidos? Na década de 60?? E é permitida a sua substituição, desta forma?? (Porque inicialmente foi feito um corte na rede de protecção que envolve os depósitos de água para ali ser colocado o Talefe original e o que permitiria que este se deslocasse apenas alguns metros)

Fim de citação

Esta questão, recebida por mail, é bastante interessante, pois interefere com a imparcialidade de decisões, neste caso na Usseira.

Um pedido


Lendo a Comunicação Social

Óbidos: Pai e filha salvos por surfistas´

Um homem de 47 anos e a filha, de 16 anos, ambos ingleses, foram ontem à tarde salvos de afogamento por surfistas, quando tomavam banho na Aberta, uma zona perigosa e sem vigilância, entre as praias do Bom Sucesso e da Foz do Arelho. Foram assistidos no Hospital e estão bem.

23 Julho 2007

DAMNED BIRDS

Ha uma duvida que m'assola de um modo quase doentio...
De quem foi a ideia de vender aquelas coisas...de loiça... que se enchem d'água e se dão aos meninos para "assoprarem"...e que supostamente têm a função de imitar o chilrear dos passarinhos?????
É que...e assumo que seja um problema meu...já não os consigo ouvir!!!!!
Sim, sim...eu sei que haverá alguém a dizer "ah e tal se não gostas não vás lá...." ou "ah e coiso tapa os ouvidos e coisital porque aquilo é giro e é para os meninos brincarem e não ha nada melhor no mundo do que os meninos e as meninas a brincarem e tal"...
Mas a duvida mantém-se....Alguém sabe quem foi o iluminado???

Mercado Medieval-uma nota

Sem querer intrometer-me em brigas sem sentido quero apenas emitir uma opinião. O mercado medieval, como qualquer evento que arraste milhares de pessoas, é um evento de risco. Uma coisa com aquela multidão toda concentrada e não acontecer um incidente isso sim seria anormal. É óbvio que notícia é o “homem morder o cão”. E mesmo assim muita sorte tem o município em ter boa publicidade nos jornais da região com este evento. Mas jornalista é jornalista, e um incidente passa a tema central num ápice.

Eu bem conheço os hábitos de quem transforma um evento marginal em notícia. São as coisas da vida, e em particular da política. Sorte tem o município em não ter nas Caldas permanentemente uns jornais tipo 24 horas ou Correio da manhã. Se assim fora mais do que a exaltação de uma boa iniciativa garanto que a primeira página era a do miúdo enforcado, com direito a foto e tudo. E depois bem podia o Sr. Salvador vir dizer que a culpa era do gaiato epilético que a emenda ainda era pior que o soneto.

Em suma, acho que esse episódio em nada mancha a iniciativa, que aliás tinha bem à vista os bombeiros e a GNR, como também acho que um responsável pelo evento não pode (ou não deve) vir dizer que a culpa é do miúdo, quem o manda ter um ataque logo na feira medieval (o que já revela algum mau gosto) e logo no momento em que estava na forca, que estava ali coitadinha desde a primeira edição e que nunca aleijou ninguém.

Para dar algum efeito útil a este meu desabafo sempre direi que também não me parece feliz que as pessoas que foram às tascas colocadas fora do castelo, viradas para a várzea, estejam sentadas de costas para um precipício de muitos metros. Crianças e adultos estão em risco. Um desequilíbrio, uma brincadeira mal medida, uns copitos a mais e …adeus! Uma situação a corrigir….como não sei, sinceramente, até porque a vista é muito bela.

22 Julho 2007

Piada da internet

Os autarcas portugueses são os mais católicos do mundo.

Não assinam nada sem levar um terço...



Nota: Vale pelo sentido de humor. Não é acusação, nem piada para nenhum autarca do Concelho de Óbidos.

Na Comunicação Social


A simulação de um enforcamento na Forca do Mercado Medieval, em Óbidos, provocou ferimentos num rapaz de 16 anos, com problemas de epilepsia. O jovem sofreu um ataque, ficou suspenso pelo pescoço e se não fosse a rápida intervenção dos populares, a brincadeira podia ter acabado em tragédia.
A réplica do instrumento usado para executar os criminosos na Idade Média faz parte do conjunto de elementos decorativos do Mercado Medieval, mas os visitantes chegam a fazer fila para tirar uma fotografia com a corda ao pescoço.
Na quinta-feira à noite, o adolescente, residente na Nazaré, subiu para o estrado e colocou a cabeça no laço, para que os amigos lhe tirassem um retrato. Por razões desconhecidas, “sofreu um ataque epiléptico e desfaleceu, ficando suspenso pelo pescoço”, segundo uma testemunha.
Os amigos ficaram em pânico e foram os populares que circulavam na zona que correram em auxílio do rapaz. Quando os Bombeiros Voluntários de Óbidos chegaram ao local, a vítima “estava inconsciente e apresentava ferimentos no pescoço”, informou ontem um elemento da corporação.
Foi-lhe ministrado oxigénio e após várias manobras de reanimação, o rapaz foi transportado ao Hospital das Caldas da Rainha.
Para Francisco Salvador, da comissão organizadora do Mercado Medieval, o acidente ficou a dever-se apenas à falta de cuidado do rapaz.
A Forca existe desde a primeira edição – esta é a sexta – e nunca houve problemas.
“Tivemos o cuidado de colocar o laço a 1,10 metros de altura e fazer um nó fixo, que não dá para apertar”, adiantou o responsável.
Segundo Francisco Salvador, os bombeiros conhecem o instrumento e se o tivessem considerado perigoso tinham avisado a organização.
A iniciativa, dedicada este ano ao confronto entre o divino e o profano, encerra hoje à noite.
O número total de visitantes, desde o dia 12, deverá atingir os 100 mil.
Fim de citação
Meu caro Francisco Salvador, esta forma de sacudir a àgua do capote não é digna. É óbvio que houve um azar circunstâncial de um epiléctico ter tido um ataque. Quer dizer que aquele objecto não é aconselhável a menores, epilécticos, etc, etc, etc...
Outra observação, será que são os bombeiros os responsáveis pela segurança porque não previram os acidentes? Ou será que são os organizadores que não tiveram a atenção suficiente? Acho que com estas palavras se arrisca a comprar mais uma guerra, desta vez com os Bombeiros!
Já agora, henhum avião tinha caído no aeroporto de Congonhas, facto que, por si só, não desresponsabiliza ninguém! Ou devo primeiro ir perguntar aos bombeiros?

21 Julho 2007

O Processo do Jornal Tinta Fresca

O Director do Jornal on line Tinta Fresca quando, em 7 de Fevereiro de 2005 escreveu este editorial, estava longe de pensar que o desfecho fosse aquele que foi no passado dia 16 de Julho.

Em Fevereiro de 2005 quem é que tinha a ousadia de contrariar o Senhor Presidente da Câmara de Óbidos? Ninguém. O PS votava acocorado em unanimidade, o PCP só existe em eleições, o CDS estava morto, e a comunicação social onde hoje se mantém.

Se o mesmo editorial fosse hoje escrito, bem como um ror de outras situações que já foram escritas, apresentadas e denunciadas, até aqui neste espaço, o desfecho não seria, de todo, o mesmo.

Não só o Presidente da Câmara de Óbidos já percebeu que não é Deus na terra, e por tal também erra, como já se verificaram muitos erros grosseiros do mesmo.

Teve muito azar o Director do Jornal on line Tinta Fresca.

20 Julho 2007

Mais um pouco de história

Sobre um filho de um morador no lugar do Arelho, junto à Lagoa de Óbidos. O texto é de 1758.

Faleceu em Lisboa no Convento de S. Francisco de Xabregas da Província dos Algarves em 9 de Abril Fr. João de Nossa Senhora, Pregador Mariano, Qualificador do Santo Oficio, e Cronista da sua Província. Nasceu este perfeito Religioso, e varão Apostólico no Freixial de baixo, Freguesia de Santa Maria Madalena de Aldegavinha no Patriarcado de Lisboa, a 12 de Junho de 1701, filho de Francisco Luís Arelho, natural do Lugar deste nome, junto à Lagoa de Óbidos, e de Maria Carvalha, do Freixial de cima, da mesma Freguesia da Madalena. Tomou o Habito do meu Santo Patriarca S. Francisco de Assis no Convento de Vila Verde da Província dos Algarves a 28 de Abril de 1717 , vindo a professar a 2 de Maio de 1718. Ainda Corista, quando ia aos peditórios fazia juntar gente e lhes pregava Sermões de Missão, e acabando sempre com um Crucifixo nas mãos, fazendo grande fruto nos ouvintes. Recebeu Ordens de Presbítero em 1725 e foi dizer a sua primeira Missa à sua Pátria na mesma Igreja da Madalena, onde fora baptizado. Por ser eloquente, e erudito Pregador , foi nomeado para pregar em segundo lugar no terceiro dia da Sagração da Real Basílica de Mafra, e que não teve efeito por pregar o primeiro, como fica dito no Tom. VIII a foi. 233. Havendo duzentos e cinco anos que a sua Província não tinha Crónica, nem Cronista , foi ele nomeado para este emprego, que exerceu por espaço de nove anos, no fim dos quais, por súplica sua, foi desonerado deste emprego para se ocupar com maior desvelo no exercício da salvação das almas. Pelos seus cuidados fez a Capela para a Senhora Mãe dos Homens, Imagem respeitável, e devota; e a primeira, que com este titulo, se fez pública na Cristandade por diligencias, e inspirações de Fr. João: tem oito palmos de alto, com o Menino no braço esquerdo, apontando com uma mão para a Senhora, e com a outra chamando os filhos para receberem a sua bênção : esta Imagem foi benta pelo Cardeal Patriarca D. Thomaz de Almeida em 11 de Janeiro de 1744 na Santa Igreja Patriarcal na Capela do Santíssimo, onde se fez esta função com toda a solenidade, sendo aí venerada pelo Senhor Rei D. João V, que a mandou fazer, dando pelo feitio da Senhora duzentos e quarenta mil reis; pelos dois Anjos, e oito Serafins, que ornam os pés, e trono, cento e vinte mil reis; pelo trono duzentos e cinquenta mil reis, que faz a importância de seiscentos e dez mil reis, excepto a pintura, que chegou a cento e tantos. Da Santa Igreja Patriarcal foi conduzida para a Igreja de Xabregas, acompanhada dos Terços de Lisboa. Trasladou-se depois para a sua Capela em 1 o de Marco de 1747. No dia 12 sagrou o Altar desta Capela o Bispo do Maranhão D. Fr. Francisco de S. Tiago com toda a solenidade. Depois de colocar na mesma Capela o Senhor S. José, com o titulo de Pai dos Homens, terminou seus dias, todos passados no serviço de Deus, salvação das almas, e na mais rigorosa penitencia: o que tudo se pode ver no Pregador Mariano. que trata das principais acções da sua vida, composto por Fr. Jerónimo Belém, Cronista da Província dos Algarves, impresso em 1760. Aí mesmo se podem ver as muitas Obras, que Fr. João deu à luz, a foi. 241 : o seu retrato tirado depois de morto se acha em varias partes; uma delas é na Portaria das Religiosas do Convento de Marvila. Sucederão na sua doença, e morte muitas coisas dignas de ponderação. Quando pelas quatro da tarde se quis proceder ao seu enterro, foi tão grande o concurso de Povo , e ânsia , com que queriam relíquias suas, que foi preciso recolherem à Sacristia o seu Corpo, e vestirem-lhe terceiro Habito, com que foi sepultado no Claustro do mesmo Convento. A Irmandade da Senhora Mãe dos Homens, que ele havia introduzido, e fundado na mesma Igreja, lhe fez solenes exéquias, cuja relação corre impressa com o Sermão, que pregou Fr. José de Santa Teresa, da mesma Província. Na parede do laustro correspondente à Sacristia, onde está sepultado o Corpo do P. Fr. João, mandou por depois da sua morte um seu grande Devoto um painel de azulejo com as Imagens da Senhora Mãe dos Homens, e S. José com a sua inscrição , que mostra ser ele o primeiro Autor, ou promulgador das suas devoções, e títulos. Era dotado de hum grande espírito; hum desprezo do Mundo raro; uma liberdade Apostólica; uma sinceridade pura; e uma caridade ardente: sua memoria será eterna.

19 Julho 2007

O prometido é devido VI



idem.

O prometido é devido V







Carregar em cima das imagens para se poder ler, sff

O prometido é devido IV






Carregar em cima das imagens para se poder ler, sff

O prometido é devido III






Carregar em cima das imagens para se poder ler, sff

O prometido é devido II






Carregar nas imagens para se poderem ler, SFF

O prometido é devido I






Carregar em cima das imagens para se poder ler, sff

Mas Óbidos


Sabe ter outros encantos.

Já agora mais uma achega


O Douro. Do lado de cá, o concelho de Baião, do lado de lá Cinfães e Resende.
No entanto, e em minha opinião, é muito mais enormemente brutal na zona do Tua, Carrazeda de Ansiães, Alijó, Pinhão..., enfim na zona transmontana.

A propósito de maravilhas


A serra do Marão.

Estou sem palavras

Limito-me a transcrever. O original está aqui

Jornal online Tinta Fresca condenado por difamação

O director do jornal digital “Tinta Fresca”, Mário Lopes, foi condenado por difamação agravada na passada segunda-feira, num processo movido pelo presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Telmo Faria.
A condenação ao pagamento de 1620 euros ou cumprimento de 180 dias de prisão efectiva, foi a pena atribuída pela Juíza Sofia Abreu no final de um julgamento que se prolongou por duas sessões no Tribunal das Caldas da Rainha.
O confronto judicial tem por base um editorial publicado naquele jornal online em 2005 sobre a implementação de um pólo da Escola de Turismo de Lisboa e da Escola de Conservação e Restauro do Instituto Politécnico de Leiria no Município de Óbidos, onde Mário Lopes questionava a clareza do processo.
Na leitura do acórdão do julgamento que se prolongou por duas sessões e que reuniu como testemunhas alguns autarcas e jornalistas dos concelhos de Óbidos, Alcobaça e Caldas da Rainha, Sofia Abreu afirmou que deve haver mais moderação nas palavras que se usam para informar, de forma a não afectar as pessoas visadas a nível pessoal. A juíza considerou ainda que as expressões usadas por Mário Lopes foram ofensivas, lançando suspeitas quanto à integridade e honra do autarca de Óbidos.
Mário Lopes fica agora obrigado a pagar uma coima de 1620 euros ou a cumprir 180 dias de prisão efectiva, uma sentença que a defesa considera “injusta”, mesmo à luz da “maior parte da jurisprudência nacional e internacional, pois o que está em causa é o direito à liberdade de expressão, e não o direito à honra”. Felisberto Matos, o advogado de Mário Lopes, garante o recurso da sentença junto do Tribunal da Relação.
Para o defensor, as expressões usadas no editorial são “inócuas e não têm nada de ofensivo”, não afectando em nada a credibilidade de Telmo Faria, salientando que estes casos são frequentes e que “não é fácil perceber quando se vai longe de mais, nem provar que a linha foi transposta” .
Em defesa da liberdade de expressão”, o advogado garante estarem dispostos a ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

As linhas da discórdia
De um artigo extenso onde Mário Lopes questionava a clareza do processo de atribuição do pólo da Escola de Turismo ao Município de Óbidos a acusação apontou especificamente um excerto onde considerava existirem expressões “ofensivas e difamatórias”.
Para que quer o Dr. Telmo Faria esta escola em Óbidos que só formará licenciados dentro de muitos anos? Para ter mão-de-obra barata, por via dos estudantes, para estes trabalharem de graça nesta candidatura, promovendo assim a sua carreira política? Será que o senhor presidente da Câmara de Óbidos pensa que todos são trouxas e que pode manipular toda a gente? Será que acredita que é o centro do Universo e que todos temos de trabalhar para promover a sua carreira?”, podia ler-se nas linhas que levaram o professor e jornalista a sentar-se na cadeira do réu.

Esplêndido II

Como "turista" bem comportado que sou lá fui mais uma vez à Feira Medieval de Óbidos. Reconfirmar que está esplêndida. Foi bom rever muita gente, falar com os amigos.
Aqui fica um desafio se possível: que se façam duas feiras medievais por ano, uma no iniciar da Primavera, outra no Verão. Que se ouçam as entidades e as associações de Óbidos que estão presentes, as suas propostas e as suas críticas. Sempre para melhorar cada vez mais. É um momento excepcional de aproximação de todas as pessoas e de ajuda financeira (sempre bem vinda). Dá gosto ver toda aquela gente empenhada no sucesso da iniciativa. Autêntico trabalho comunitário, de jovens e menos jovens, famílias inteiras.
A não perder.

18 Julho 2007

As 7 maravilhas e as eleições em Lisboa

1. Há muito que me apetece escrever sobre a questão das 7 maravilhas numa vertente mais sociológica. Uma das coisas que mais custa a certas pessoas é que os lisboetas, os alfacinhas ou lá o que lhes quiserem chamar, estão-se literalmente nas tintas para se monumentos da cidade estavam ou não listados e se eram ou não considerados maravilhas. Aliás o grau de satisfação, de orgulho com tal prémio cresce na inversa proporção do cosmopolitismo de cada um. Qualquer lisboeta olha com prazer para muitos monumentos que a cidade ainda tem. Não os desdenha mas tem deles a dimensão exacta do seu simbolismo e relevância. Um monumento, enquanto tal, não se limita à sua beleza, antessim importa a sua relevância histórica e emblemática, a sua dimensão milenar, o seu mistério. É isso que justifica que monumentos em mau estado de conservação continuem a percorrer o nosso imaginário e que outros, por mais extraordinários, pouco ou nada nos digam.

Aquando da cerimónia de apresentação das 7 maravilhas no estádio da Luz a que tive o grato prazer de não comparecer, preferindo um fim-de-semana familiar, mas que acompanhei a espaços numa televisão, foi com gosto que constatei ser maior o entusiasmo do público, maioritariamente lisboeta, com a vitória do Castelo de Óbidos do que com os Jerónimos ou a surpreendente torre de Belém (digo surpreendente porque a torre de Belém, sendo um edifício com enormes curiosidades, está longe de ser uma maravilha se comparada com muitas outras. Resta-lhe, e julgo que isso foi decisivo, o simbolismo dos descobrimentos portugueses). Mais, ditam as crónicas que o mais ovacionado terá sido o Castelo de Guimarães o que ilustra bem o que acabei de dizer.

Os lisboetas (curiosa definição já que hoje em dia ser-se lisboeta é algo de difícil enquadramento) vibram pois mais com as “vitórias” dos outros que com as suas. É a prova de uma certa maturidade de cidadania, enquadrada num universo mais amplo e complexo. É, admito-o também, uma certa descaracterização que Lisboa e os lisboetas têm sofrido nas últimas décadas.

2. Mas uma das coisas que como lisboeta comum (algo descaracterizado, assumo) tenho constatado ao longo dos meus anos de vida é que para nós a questão da capital do país é uma questão menor. Vem isto a propósito de um artigo do Sr. Manuel Serrão (no JN), o tal empresário da moda, mediática figura portuense, que, como muitos, se orgulha e faz adequado espalhafato da sua menorização enquanto cidadão de uma cidade que não é a capital do país. E este sentimento de menorização que uns cultivam e outros escondem de forma envergonhada é para mim um dos maiores mistérios deste país. De facto nunca me apercebi, ao contrário de outras capitais europeias, que os cidadãos da capital portuguesa se orgulhassem exacerbadamente desse facto. Outros sim exacerbam um certo tique anti-Lisboa como se Lisboa e os lisboetas, fechados a 7 chaves na capital, desprezassem o resto do país. A velha máxima “o país é Lisboa e o resto é paisagem” não foi, estou certo, afirmada por um lisboeta. O lisboeta cultiva o seu gosto por Portugal, admira mais Portugal do que Lisboa e não é apanhado nas discussões enredadas de “Lisboa isto, Lisboa aquilo”.

Se é verdade que muitos dos investimentos são feitos em Lisboa não é menos verdade que é em Lisboa que são geradas muitas das riquezas nacionais, e muitos dos problemas que gerar tal riqueza acarreta.

Ninguém contesta, eu pelo menos não o faço, que um país mais descentralizado se impõe. Mas essa descentralização não ocorre por passes de mágica, necessita de ponderação e de parceiros adequados e preparados. Despejar competências e poderes não é, certamente, uma boa medida.

Aliás esta questão da absorção por Lisboa de muitos investimentos, e até a sua relativa má gestão, são falsas questões. À sua dimensão o todo do território nacional recebeu o dinheiro mais que suficiente para se desenvolver. Não há desculpas. Os fundos comunitários e a forma inconsciente como se geriram os orçamentos nacionais durante décadas, aprofundando o endividamento, agravando a balança de pagamentos e aumentando os défices públicos, geraram receitas que foram usadas da forma como foram. Hoje o país tem inúmeros lugares em que o nível de vida médio das pessoas é muito superior ao de Lisboa. E Lisboa contribuiu para isso. O discurso pequenino anti-lisboa além de revelar a verdadeira dimensão de quem o produz, e porque não dizer uma certa inveja, não ajuda a resolver problemas.

3. Assim, como eu vejo,em Lisboa os 2/3 de abstenção são um verdadeiro grito de revolta. Numa eleição na capital com 12 candidatos, da extrema-esquerda à extrema-direita, com todos os partidos envolvidos e com duas fortes candidaturas independentes (que de independentes só têm a falta de apoio dos partidos), era difícil não escolher. Ou era?

A abstenção em Lisboa mais do que desinteresse na política revela desinteresse nos políticos e numa certa forma de (não) fazer política. O mau exemplo nacional que Manuel Serrão afirma ter sido dado pelos lisboetas mais não é do que ser Lisboa e os lisboetas a darem voz a um descontentamento nacional que não se esgota neste ou naquele Governo, neste ou naquele político, neste ou naquele partido. A questão é mais funda.

A artificialidade da política à portuguesa não é de hoje. Passado o estimulo inicial, passada a novidade da democracia, passados os políticos que estavam na política para servirem os outros e não a servirem os outros para se servirem a si mesmos, aposentados que estão os políticos-políticos e instalados que estão os políticos-tecnocráticos, que de tudo falam e de tudo percebem, menos de política, que não seja a política do vão de escada, a política do congresso, a política do “trama o próximo”, os lisboetas, e os demais cidadãos, sentem o vazio que expressam na abstenção.

Não sendo um abstencionista por convicção, estou convicto da legitimidade dos que se abstiveram, e respeito-os. Cabe agora aos políticos, e em particular aos partidos, pedra angular de qualquer democracia, perceberem a mensagem, reflectirem e agirem.

PS- Uma nota final para o artigo que o Deputado e presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, Feliciano Barreiras Duarte, publicou igualmente num JN desta semana. Em primeiro lugar dizer que a apologia endeusada de quem quer que seja em política soa mal. As boas práticas, os bons exemplos, podem e devem ser destacados, com prosa bem mais contida. Acredito, e afirmo, que os cidadãos de Óbidos que lerem essa prosa, constatando que há diferenças entre o que se passava há mais de 6 anos e neste últimos anos, têm alguma dificuldade em acompanhar tamanho endeusamento. Óbidos, é verdade, faz parangonas e tem destaque. E daí advêm certamente proveitos. Mas amainada a poeira da excitação deste ou daquele evento, quem como eu circula bem mais por todo o concelho que pelo centro da Vila de Óbidos, pejada de turistas acidentais, trazidos por programas turísticos das rotas de Alcobaça a Mafra, não constata grande desenvolvimento.

É verdade que, talvez um dos melhores e maiores investimentos se prende com a Educação (e conheço pessoas insuspeitas que me confirmam uma boa e adequada estratégia num concelho que apresentava índices preocupantes ao nível escolar), só dê frutos dentro de muitos anos, mas não seria mau ao Sr. Deputado, que porventura pouco se passeia pelo concelho a não ser em ocasiões festivas, que olhasse para a realidade e, se não o poder fazer, que olhe para os números.

Um estudo INE sobre o poder de compra nos concelhos portugueses coloca Óbidos abaixo de Mira. Abaixo do Bombarral, da Lourinhã, muito abaixo de Peniche e de Rio Maior, lá para os níveis de Odemira, Redondo e Avis, muito abaixo da média do Oeste.

Para evitar o recorrente discurso do bota-abaixo sempre direi que existe um dinamismo relevante nesta equipa, que nunca neguei aliás, que acompanho o raciocínio de que este dinamismo é necessário em muitas zonas do país, mas que, pelo contrário, refreio o meu entusiasmo relativamente aos efeitos concretos e imediatos (ou mesmo mediatos) deste dinamismo. Mais, receio que este modelo de desenvolvimento, muito suportado em receitas fiscais do imobiliário (ainda que de qualidade), nas receitas extraordinárias (como resulta do Anuário Financeiro da CTOC), se ajuste, como pretende o Sr. deputado, ao todo nacional.

E mais, algo ausente na dita prosa, Óbidos insere-se estrategicamente na região Oeste. Apostar numa política de ganhos de escala regional é, na minha opinião, o melhor que se pode fazer pelo concelho. Apostar numa política do “orgulhosamente sós” pode, a prazo, garantir votos. Mas só isso.

Um pouco de história





Transcrevo:

Pagina 427

CONDE ÓBIDOS
ÓBIDOS, Vila na Província da Estremadura; Desta Vila foi feito Conde D. Vasco Mascarenhas, de que tirou carta a 22 de Dezembro de 1636, que está na Chancelaria do dito ano, livro 27, pág 210; depois quando passou por Vice-Rei do Estado do Brasil, El-Rei D. Afonso VI lhe mercê, entre outras, de Conde de Óbidos de juro para todos os seus sucessores na forma da Lei Mental, de que se lhe passou carta a 14 de Abril do ano de 1663, que está na sua Chancelaria, livro 27, pag. 211.
A varonia desta Casa é de Mascarenhas, a mesma, que deixamos escrita na casa de Gouveia, por ser D. Vasco Mascarenhas irmão de D. João Mascarenhas, 2º Conde de Santa Gruz, e filho quarto de D. Fernão Martins Mascarenhas, Senhor de Lavre, e Estepa, Comendador de Mértola, e de sua mulher Dona Maria de Lencastre, filha de D. Diniz de Lencastre.
1. D. Vasco Mascarenhas, 1º Conde de Óbidos, serviu em Flandes, foi Governador, e Capitão General do Reino do Algarve, e Governador das Armas na Província de Alentejo, Vice-Rei da Índia, e depois do Estado do Brasil, Estribeiro Mor da Rainha Dona Maria Francisca de Saboia, do Conselho de Estado, e Guerra, Comendador da Lourinhã na Ordem de Christo, Alcaide Mor de Óbidos, morreu a 4 de Julho do ano de 1678.
Casou duas vezes, a primeira em Castela com Dona Jerónima de La Cueva e Mendoça, Dama da Rainha Dona Isabel de Borbon, irmã do Cardeal de La Cueva, filha de D. Luís de La Cueva, e Benavides, Senhor de Bedmar, e de Dona Elvira de Mendoça, filha de D. João de Mendoça, General das Galés de Hespanha, de quem nasceu
Dona Joana Mascarenhas, de cujo parto morreu sua mãe, ficou em Castela, e se criou em casa de sua tia Dona Joana de Mendoça, Duquesa de Terra Nova, irmã da Condessa sua Mãe, e casou com D. António de Luna Porto Carreiro, filho segundo de D. Christovão Porto Carreiro, 3º Conde de Montijo, de quem nasceu D. António Porto Carreiro de Lucena e Mascarenhas, que em Castela se intitulou Conde de Óbidos; foi Senhor de Carascal, e Castro Ximeno, Cavaleiro da Ordem de Alcântara, e Marquês de Castro Fuerte, por casar em 19 de Agosto de 1686 com a Marquesa Dona Teresa de Menezes Pacheco, filha herdeira de D. Francisco Sotto-Mayor Menezes e Barba, 3º Marquês de Castro Fuerte, Visconde de Castro Falhe, Senhor de Alconchel, e em Portugal de Fermozelhe, Gentil-Homem da Camera d’El-Rey Carlos II, e Dona Ana Maria de Luna, Dama da Rainha Dona Maria Ana de Austria; casou em 25 de Março de 1681 com D. Pedro Fernando de Prado Brabo da Cunha e Zarate, 1º Marquez de Prado, Adiantado de Gernate, Senhor de Vale de Tuejar , Ledigos, Molin de La Torre, e outros lugares; o qual morreu a 4 de Setembro de 1689, deixando dois filhos, D. Francisco 2º Marquês do Prado, e D. João do Prado.
Casou segunda vez com sua sobrinha Dona Joana de Vilhena, filha de seu irmão D. João Mascarenhas, 3º Conde de Santa Cruz, e de sua mulher Dona Brites Mascarenhas, a qual por morte de seu marido tomou o habito de Carmelita Descalça em Alva de Tormes em Castela, por nele estar o corpo de Santa Teresa: nasceram deste matrimónio os filhos seguintes:
2. D. Fernão Martins Mascarenhas, Conde de Óbidos.
D. João Mascarenhas, Cónego, e Arcediago da Sé de Lisboa, Deputado da Inquisição desta Corte, Sumilher da Cortina d’ El-Rei D. Pedro II, Bispo de Portalegre, e depois da Guarda; morreu a 23 de Janeiro de 1693.
D. Inácio Mascarenhas, Cónego na Sé de Lisboa, que morreu moço.
D. Pedro Mascarenhas , que morreo moço.
D. Martinho Mafcarenhas, serviu na Índia, e voltando ao Reino, casou com sua sobrinha Dona Filipa Máxima Coutinho de Noronha, filha herdeira de D. Francisco Mascarenhas, Senhor de Almourol, Estribeiro Mor das Rainhas Dona Maria Francisca Isabel de Saboia, e Dona Maria Sofia de Neoburg; e de suá mulher Dona Joanna Coutinho de Noronha, filha herdeira de D. Pedro Coutinho, Senhor de Almourol, e morreu a 10 de Março de 1697, sem geração.
Dona Brites de Vilhena, segunda mulher de D. Francisco Baltazar da Gama, 2º Marquês de Niza, com sucessão:
Dona Maria Mascarenhas, Freira nas Descalças de Carnide, da Ordem de Santa Teresa.
2. D. Fernando Martins Mascarenhas, nasceu a 4 de Novembro de 1643, foi 2º Conde de Óbidos, e de Sabugal, e Palma pelo seu casamento, Alcaide Mor de Óbidos, Salir do Porto, Senhor e Alcaide Mor de Sabugal, e Alfaiates, Alcaide Mor de Castelo de Vide, Senhor da Vila, e Castelo de Lindoso, e das Vilas de Riba-Tamega , Cinfães, Sinde, e Arcos, e dos Padroados das suas Igrejas, Comendador de S. Mamede de Vila Marim, Nossa Senhora da Idanha a Velha, S. Salvador de Barbães, Nossa Senhora da Conceição da Lourinhã, S. Lourenço de Taveiro, e S. Miguel de Cosato , todas na Ordem de Cristo, e da de Horta Lagoa na Ordem de Santiago, Meirinho Mor do Reino e do Conselho de Estado, e Guerra d’El-Rei D. João V, e Aio dos Senhores Infantes D. António, e D. Manoel, &c., morreu a 4 de Janeiro de 1719.
Casou em 8 de Dezembro de 1669 com Dona Brites Mascarenhas da Costa e Castelo-Branco, Condessa do Sabugal, e de Palma, filha herdeira de D. João Mascarenhas, Conde de Palma, Alcaide Mor, e Comendador de Castelo de Vide, filho de D. Nuno Mascarenhas da Costa, Senhor de Palma, Alcaide Mor de Castelo de Vide, e Comendador do mesmo, e de sua mulher Dona Brites de Menezes, filha de D. Francisco de Castelo-Branco, 2º Conde de Sabugal, Meirinho Mor do Reino, de quem também foi herdeira, a qual morreu a 8 de Março de 1702, e depois das largas esperanças de vinte e quatro annos de casada, teve os filhos seguintes.
D. Francisco de Assis Mascarenhas, nasceu a 29 de Novembro de 1693, foi 4º Conde de Palma, e morreu a 17 de Fevereiro de 1718, sem chegar a tomar estado.
Dona Ana de Assis Macarenhas, nasceu no ano de 1696, baptizada a 24 de Junho em Santos, Dama da Rainha Dona Maria Ana de Austria. Casou no ano de 1728 com seu primo Luís César de Menezes, filho do Conde de Sabugosa.
Dona Teresa de Assis Mascarenhas, casou em 4 de Março de 1726 com Dom José António Lobo, 3º Conde de Óriola, 10º Barão de Alvito.

Dona Clara de Assis Mascarenhas, nasceu a 28 de Novembro de 1700, casou em 30 de Janeiro de 1720 com D. Luís de Ataíde, 12º Conde de Atouguia.
3 D. Manuel de Assis Mascarenhas, nasceu a 20 de Julho de 1699, é 3º Conde Óbidos, Meirinho Mor do Reino, secessor dos mais Estados, e Comendador das Comendas, e das Casas de seus pais, é Coronel de Cavalaria. El-Rei, em memória de seus avós lhe deu o tratamento de parente em Novembro de 1749. El-Rei D. José o nomeou seu Gentil- Homem da Câmara em Maio de 1752, e Brigadeiro da Cavalaria da Corte, feito a 12 de Janeiro de I754
Casou em o 1 de Setembro de 1721 com Dona Helena de Lorena, filha de Manuel Teles da Silva, 3º Marquez de Alegrete, e da Marquesa Dona Eugénia de Lorena, a qual faleceu a 5 de Janeiro de 1738; e tiveram:
Dona Eugénia Mascarenhas, nasceu a 16 de Setembro de 1711, e casou a 8 de Janeiro de 1736 com D. Pedro de Menezes, 4º Conde de Cantanhede.
Dona Teresa Mascarenhas, nasceu a 19 de Junho de 1725 , morreu a 21 de Mayo de 1733.
D. José Mascarenhas , nasceu a 4 de Fevereiro de 1717, e faleceu a 18 de Março de 1738.
Dona Francisca Mascarenhas, nasceu a 21 de Julho de 1728, casou com seu primo com irmão Manuel Teles da Silva, herdeiro do 3º Marquês de Alegrete, como se disse.
Dona Maria Mascarenhas, nasceu a 14 de Fevereiro de 1731, casou com Francisco de Melo, herdeiro do Monteiro Mor do Reino, Fernão Teles da Silva, como se disse.
D. N... Mascarenhas, nasceu a 11 de Agosto de 1736 e morreu de tenra idade.
Dona Ana Xavier de Assis Mascarenhas, que nasceu a 2 de Dezembro de 1737, Dama da Rainha Dona Maria Vitória, e casou com D. Francisco José Lobo, 5º Conde de Oriola. Casou segunda vez a 12 de Agosto de 1744 com Dona Helena Maria Josefa de Menezes, filha dos 4º Marqueses de Alegrete, de quem tem:
D. José de Assis Mascarenhas , nasceu a 6 de Maio de 1745.
D. Joaquim José de Assis Mascarenhas, nasceu a 23 de Dezembro de 1746, faleceu em Mayo de 1748.
D. Francisco de Assis Mafcarenhas, nasceu a 17 de Setembro de 1747, morreu no mesmo dia.
Dona Maria Leocadia de Assis Mascarenhas, nasceu a 9 de Dezembro de 1748.

Dona Brites José deAssis Mascarenhas, nasceu a 2 de Novembro de 1749, e faleceo a 31 de Mayo de 1751.
Dona Maria José de Assis Mascarenhas, nasceu a 2 de Setembro de 1751.
D. Domingos José de Assis Mascarenhas, nasceu a 3 de Junho do ano de 1752.
D. Francisco Martins de Assis Mascarenhas, nasceu a 13 de Fevereiro de 1754.
As Armas desta Casa são Três faixas de ouro em campo vermelho a que ajuntarão as Reais, por descenderem de D. Diniz, filho do Duque de Bragança, e assím aquartelarão o escudo , no primeiro as Reais, e no outro as dos Mascarenbas acima.


16 Julho 2007

Esplêndido

Já passo ao lado dos comentários do Sr. Maximino que tem a virtude de ver só virtudes nuns e maledicência noutros. Essa é uma postura com a qual convivo tranquilamente tanto mais que só o tempo, sempre o tempo, revelará quem teria ou não razão, tenhamos todos saúde para ir acompanhando o passar do dito e ir constatando as verdades mais (in)convenientes.

Mas, porque tinha prometido a mim mesmo, aqui me têm de novo só para dar os parabéns à organização do Mercado Medieval. Na 6ª feira lá estive acompanhado das crianças e pude constatar que não poderia estar melhor. É verdade que o tempo ajudou, a noite estava amena, e que a enchente era aquele qb que anima mas não chega a incomodar. Mesas e ofertas de comida com fartura, muita animação, um aproveitamento perfeito dos espaços disponíveis. Como aderi à festa vestido a rigor nem a incómoda passagem pela bilheteira tive de suportar.

Uma feira medieval é mesmo o enquadramento perfeito para as muralhas. Apostar decididamente neste evento é algo que se impõe.

Ao contrário do que uns pensam o do que outros gostam de fazer acreditar são muitas vezes os mais críticos aqueles que sabem perceber onde estão a apostas de qualidade. E mais, ultrapassando a mesquinhez de uma postura autista, bem deveriam saber alguns que as críticas, se aparentemente injustas, servem para manter elevada a exigência e o rigor.

14 Julho 2007

Diz Platão na Alegoria da Caverna

Vou tentar resumir para extrair as ideias base daquele excelenete texto filosófico.

Os homens vivem no mundos das trevas (sem a luz das ideias, que em Platão significa o conhecimento dos conceitos), acorrentados ( que significa presos a circunstâncias que os bloqueiam) e assim passam pela vida.
Num segundo momento vêm as sombras ( que são reflexos da realidade, e por tal interpretações do mundo).
Num terceiro momento apercebem-se da luz das ideias, e conseguem nesse momento ver como estão acorrentados os outros. Diz-nos que este é o estádio mais perigoso, pois que tendo algum conhecimento da realidade assumem que é o conhecimento absoluto.
No quarto momento, quando se contempla ( atitude diversa de ver, pois que obriga a uma humildade no olhar) a luz, estamos perante a possibilidade de entender as ideias, e em última instância a ideia suprema que é o conceito de BEM - aquilo que não possui nenhum erro, ou seja a ideia pura.

Esta tese, escrita 500 anos antes de Cristo, está na base de bastantes textos filosóficos sobre a doutrina cristã, como Plutino, Santo Anselmo e Descartes.

Este comentário deve ser entendido em complemento ao anterior e com a mesma humildade como quem o tentou escrever.

Amigos leitores e comentadores

Disse um comentador:

"Para além da piada deste comentário, muitas são as piadas factuais que proliferam neste concelho. Seria da maior importância que fossem divulgadas a fim de serem debatidas numa base em crítica construtiva. Deixemos o bota-abaixo! Sabia que...
- É opinião generalizada que os processos relativos ao licenciamento de obras particulares é demasiado moroso.
- Uma alteração a um loteamento está á cerca de um ano a aguardar um parecer jurídico.
- Um requerimento que tem parecer favoravél de um técnico superior e do vareador que concorda e pede arquivamento do requerimento, é comunicado ao requerente através de ofício que o processo de construção foi arquivado!(O que deveria ter sido arquivado era o requerimento).Errare humanum est! mas nem tanto... "

Os três pontos supra que nos trouxe, tal como a generalidade dos assuntos aqui colocados, são circunstâncias que saem da normalidade, assumindo algumas o caricato. Acontece, porém, que desde sempre foi feita uma propaganda organizada para circunscrever este espaço à crítica destrutiva e do "bota-abaixo". E nesta propaganda não se pouparam a esforços nem a comentários anónimos. Nunca se tentou olhar para este espaço como um espaço de intervenção cívica.

As três notas agora transcritas são para quem as escreveu assuntos dissonantes da realidade obidense, para outros é mais um exemplo de bota-abaixo e para este forúm é mais um contributo para que se fale e se discuta o concelho com a tranquilidade, bom senso e isenção que as discussões deviam ter.

Também o Senhor Maximino fez um comentário ""O problema" até nem é do comentário publicado na Gazeta, para mim, "o mal está na insistência" de se continuar a atacar Óbidos (na intenção pura de atingir alguém que todos sabemos quem é...)...e não me refiro à Arlinda...(...)
Mas será que não se estará já a tornar uma obsessão...dizer mal...???"

Nos últimos posts e comentários tem-se criticado o concurso em si, o critério, as opções, e os resultados. Não se disse mal de nada, nem de ninguém gratuitamente. Percebo que seja difícil para alguns aceitar outros juízos de valor, sejam eles morais, éticos, culturais ou estéticos, contudo acredito que a obsessão do mal e do bota-abaixo não está em quem escreve e em quem participa, mas sim, em quem não consegue ter a elevação necessária para enquadrar a crítica.

Sempre atento

Obrigado Abidos por nos ter chamado à atenção. Passo a post o comentário que deixou. Obrigado.

Abidos disse...
O correio dos leitores, da Gazeta das Caldas desta semana, contém uma opinião de uma natural de Óbidos, que acho interesante comentar nos dias de hoje.(PS: As pirâmides do Egipto ficaram de fora por imposição do governo local, que não quis o seu passado histórico, fosse misturado com o concurso):'Óbidos e as maravilhas do mundo e de Portugal

A última das 7 Maravilhas do Mundo antigo, as Pirâmides do Egipto, ficou curiosamente fora da eleição das Novas 7. Parece-me bizarro. A UNESCO já se pronunciou negativamente sobre o impacto que esta eleição irá ter sobre os monumentos. De repente fiquei sem vontade de ir a Petra, um dos meus destinos de eleição. Sei que vou chegar e ficar zangada com a quantidade de gente que por ali vai pairar do mesmo modo que paira pelos corredores dos centros comerciais ou em eventos de massas chamados culturais que não passam de mera animação.

A cultura e o património são cada vez mais produtos de consumo, como a roupa, o carro, ou o portátil. A popularização dos Sítios Históricos é a sua maior causa de degradação. O desgaste provocado pelo turismo, transforma esses sítios em peregrinações fáceis, que vão ficando cada vez mais longe da sua verdade e vão-se adaptando do modo mais vantajoso à vontade do povo que vota e não ao respeito, cuidado e ética com que um sítio histórico deve ser gerido.

Óbidos, como todas as terras, históricas ou não, tem sofrido ao longo do tempo grandes transformações, alterações e acrescentes. Do Óbidos Medieval resta pouca coisa autêntica, para além da memória colectiva e de algumas estruturas que indicaram o caminho para as várias reconstituições. As muralhas foram perdendo a sua função, caiu-lhes o reboco ocre e, em 1755, o terramoto destruiu parcialmente o que restou dos períodos árabe e gótico. Alguns anos depois da reconstrução, onde é alterada grande parte da malha urbana, começa o declínio da vila face ao desenvolvimento das Caldas. Foi decaindo até chegar ao abandono em que se encontrava em 1819, quando o visitante Inglês Alfred lyle, publicou no seu livro de viagem “Rambles in Madeira and Portugal” que Óbidos era um sítio curioso, escuro e sujo, mas um espécimen perfeito de fortificação feudal. O estado de abandono assim se foi mantendo até que nos anos quarenta do séc. XX os Monumentos Nacionais recuperaram a vila ao gosto da época onde o medieval cada vez mais falso tornou a imperar. Foi nesta altura demolida a oitocentista Torre do Relógio.E continuam-se a cometer os mesmos erros. O projecto da Cerca e do Jogo da Bola são concretizados. No primeiro, o brilhante arquitecto copia o pastiche do muro do Largo do Hospital, feito nos anos quarenta. No Jogo da Bola ignora o jogo propriamente dito e, em vez de reabilitar este espaço social, deixa-o como “referência” aos dias que os nossos bisavós ali passaram a jogar á Laranjinha, mas, com o pavimento calcetado, torna-se impossível lançar uma bola! Na cerca, simplesmente negou todo o resto à sua volta e construiu o que está á vista, que verdade seja dita, melhora com a feira medieval. Isto não é recuperação, é fantochada.Na rua D. João de Ornelas nasceram aquelas casas, que não são coisa nenhuma e vão continuar a crescer sem que ninguém impeça. Não se trata de não fazer; trata-se de fazer bem e hoje é isso é possível. Algum iluminado conseguiu que mandassem repor o reboco da esquina da “Casa do Fontanário” que na sua última intervenção tinha sido descarnada para mostrar os “ossos” que nunca foram feitos para ser vistos. Já agora podiam ter tapado o resto das pedrinhas que ficaram espalhadas por toda a fachada e cimalha das portas – rústico algarvio. O nome da própria casa, transforma o soberbo chafariz de D. Maria I em Fontanário, coitado, como se não bastasse viver vazio. À sua frente, a realeza. Como se alguém real pudesse viver ao lado daquele bairro de habitação social de subúrbio.
Os critérios rigorosos da Preservação do Património não podem ser alterados ao gosto das vontades politicas, nem usadas para projectar quem está à frente do seu destino.

Agora que passou a 5ª Maravilha, temo que o pior possa acontecer, mesmo percebendo o quanto para tantas pessoas isso é importante. Mais uma vez não é o sítio que conta. Se assim fosse as Pirâmides do Egipto não tinham sido excluídas.

Arlinda Rosendo
Conservadora-restauradora'

12 Julho 2007

Sondagens

Vai terminar finalmente a sondagem sobre este blog.

Várias conclusões devem ser retiradas.

Foi a sondagem com mais pessoas a colaborar, qualquer coias como 52 pessoas, ou pelo menos 52 computadores, uma vez que para além de inibir o IP também apenas permite um voto por PC.

20 pessoas acham que este espaço deve acabar. Ou seja houve 20 pessoas que, curtindo algum masoquismo, vêm a este blog violentar-se e desejam que a causa dos seus sofrimentos, dos seus auto-flagelos cesse. Do ponto de vista clínico havia muita coisa a dizer, mas como é um foro para o qual não tenho conhecimentos... fica a sugestão.

30 pessoas gostam de passear por aqui. Obrigado. Vamos tentar manter o espaço com interesse.

2 pessoas não têm opinião. OK. Continuem por aí. E comentem, se acharem que vale a pena.

"La pièce de résistance"


Um restaurante junto à praia.
Mas este está a funcionar!

Com os respectivos apoios



Uma das praias fluviais

Cais Fluviais



Este cenário poderá ser, quem sabe, um dia semelhante na lagoa. O local é a Barragem do Azibo, concelho de Macedo de Cavaleiros.
Tem parque de estacionamento ordenado e organizado, vias pedonais, acessos em condições, parques de merendas, praias fluviais e bandeira azul!